<![CDATA[Notícias]]> https://mail.sindicatoprofessores.pt Mon, 27 Jul 2026 00:34:28 +0100 Mon, 27 Jul 2026 00:34:28 +0100 (informacoes@spzn.pt) informacoes@spzn.pt Goweb_Rss http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss <![CDATA[Resultados da Consulta Nacional FNE/AFIET - Burocracia e excesso de trabalho no topo das preocupações]]> https://mail.sindicatoprofessores.pt/pt/noticias/detail/id/4871 https://mail.sindicatoprofessores.pt/pt/noticias/detail/id/4871
Esta Consulta teve por objetivo conhecer a avaliação que os Educadores e Professores fazem das condições de exercício profissional em Portugal, no termo do ano letivo de 2025/2026.

O estudo foi realizado entre os dias 12 e 26 de junho de 2026, constituindo-se uma amostra de 3174 docentes que no ano letivo de 2025/2026 lecionaram nos níveis de ensino Educação Pré-escolar, 1.º, 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico, Ensino Secundário, Educação Especial e Ensino Profissional, em Portugal Continental, Regiões Autónomas e Estrangeiro. 

Na consulta deste ano, registaram-se 3174 respostas, o que é um número que supera o valor médio de participantes das consultas dos anos anteriores, que é de aproximadamente 3113 respostas. 

Na consulta deste ano, as dimensões apreciadas foram: 

- Bem-estar e desenvolvimento profissional; 
- Condições de exercício profissional;
- As novas ferramentas digitais e o ensino;
- Indisciplina em contexto escolar;
- Formação contínua.

Carreira e condições de trabalho

Os resultados revelam uma profissão profundamente comprometida com a sua missão educativa, mas confrontada com um conjunto de constrangimentos que colocam em causa a sua sustentabilidade futura.

Os docentes manifestam uma forte identificação com a profissão e um elevado sentido de responsabilidade perante os seus alunos. Contudo, esse compromisso convive com um sentimento generalizado de desgaste, de desvalorização profissional e de crescente dificuldade em responder às múltiplas exigências colocadas pela escola contemporânea.

A profissão continua a ser sustentada pela vocação dos educadores e professores, mas a vocação, por si só, já não é suficiente para compensar a degradação das condições de exercício profissional.

O excesso de trabalho e a carga burocrática aparecem como áreas de maior preocupação para os participantes, escolhidas por 91,4%, seguindo-se, com 86,5% o comportamento dos alunos, e com 80,0% a progressão em carreira.

À pergunta para se saber se incentivariam um jovem a escolher ser professor, são este ano 71,0% os que negam, embora este dado constitua um novo passo de melhoria em relação aos anos anteriores.

A quantidade de trabalho administrativo que teve de realizar voltou a ser o desafio deste ano assinalado por maior número de participantes, seguindo-se, por ordem a conciliação do tempo de trabalho com a vida familiar e pessoal e a (in)disciplina dos alunos.

As novas ferramentas digitais e o ensino

Continua elevada – mantendo-se nos 65,8% - a percentagem dos que discordam da utilização de manuais digitais no processo de ensino-aprendizagem dos alunos.

64,6% afirmam que têm procurado acompanhar as transformações digitais e aplicá-las na sala de aula, e este ano são já 51,5% os que afirmam que recorrem ao uso de ferramentas de Inteligência Artificial Generativa em Educação (tipo ChatGPT) na preparação das suas aulas, embora sejam 54,4% os que dizem que não recorrem ao uso de ferramentas de Inteligência Artificial Generativa em Educação (tipo ChatGPT) nas atividades desenvolvidas nas aulas. Mas deve assinalar-se que na consulta do ano passado estes eram 73,1%.

Indisciplina em contexto escolar

Para 53,8% dos participantes, o grau de indisciplina em sala de aula em relação ao ano anterior foi superior ou muito superior.

O problema de comportamento dos alunos que mais preocupa os participantes no seu dia a dia foi a incapacidade de seguir regras, seguida da conversa em sala de aula, da violência entre alunos e do abuso verbal.

Formação contínua

É muito elevado o número de participantes nesta consulta que afirmam ter frequentado este ano uma ação de formação contínua.

Em termos de suficiência da oferta de formação contínua do respetivo Centro de Formação, este ano é de 29,4% o número de participantes que a considera insuficiente.

Neste ano letivo, 34,0% dos participantes afirmaram que tiveram de pagar para frequentar ações de formação contínua, por não ter acesso através do seu Centro de Formação.

Leitura da evolução das perceções dos docentes

A comparação dos resultados das sucessivas Consultas Nacionais promovidas pela FNE e pela AFIET ao longo dos últimos 5 anos permite identificar tendências que ultrapassam largamente as circunstâncias específicas de cada ano letivo. Mais do que um retrato conjuntural, os dados revelam a evolução das representações que os docentes constroem acerca da sua profissão, do seu bem-estar, das condições de exercício profissional e da relação entre o reconhecimento social e a valorização da carreira.

Uma das dimensões que revela maior estabilidade negativa ao longo dos anos é a perceção do reconhecimento social da profissão.

Embora se observe uma ligeira melhoria em 2025 e 2026 relativamente aos resultados de 2023 e 2024, a maioria dos docentes continua a considerar que a profissão não é devidamente reconhecida pela sociedade. 

A remuneração permanece como um dos principais fatores de insatisfação

Ao longo de todos os anos analisados observa-se uma estabilidade quase absoluta relativamente à perceção da remuneração.

Mais de nove em cada dez docentes continuam a considerar que o salário não corresponde às qualificações e competências exigidas para o exercício da profissão. 

A burocracia continua a constituir o principal fator de desgaste profissional

Poucos resultados apresentam tanta estabilidade como aqueles relativos ao excesso de trabalho administrativo.

Ano após ano, este surge como a principal preocupação dos docentes, mantendo valores muito elevados e praticamente inalterados. Simultaneamente, a maioria considera que o tempo dedicado às tarefas burocráticas continua muito elevado e que muitas dessas tarefas são pouco úteis ou mesmo inúteis. 

A saúde e o bem-estar emocional transformam-se numa preocupação estrutural

Outro dos resultados mais marcantes prende-se com a evolução das preocupações relacionadas com a saúde física e emocional.

Os níveis de preocupação mantêm-se muito elevados em todos os anos observados, refletindo que o desgaste profissional deixou de ser entendido como uma dificuldade individual para assumir claramente uma dimensão coletiva.

A indisciplina emerge como uma preocupação crescente

Os resultados relativos à disciplina revelam igualmente uma tendência consistente.

A maioria dos docentes considera que a indisciplina aumentou ou se mantém elevada, sendo a incapacidade de seguir regras, a conversa constante na sala de aula e a violência entre alunos algumas das preocupações mais frequentemente referidas. 

Mais significativo ainda é o facto de o comportamento dos alunos surgir, em 2025 e 2026, entre os aspetos que mais preocupam os docentes no exercício da profissão. 

Uma profissão que acompanha a inovação tecnológica

Os resultados relativos à transformação digital apresentam uma evolução muito interessante.

Os docentes demonstram crescente confiança na sua capacidade para acompanhar a inovação tecnológica e aumentam significativamente a utilização de ferramentas de Inteligência Artificial na preparação das aulas e no desenvolvimento das atividades pedagógicas. 

Professores continuam a ser um dos maiores ativos da escola pública

Ao compararmos as escolhas da consulta deste ano com as dos anos anteriores, e ao verificarmos que algumas das reivindicações do passado ou desapareceram ou se atenuaram, não podemos deixar de as interpretar como o efeito do acordo celebrado pela FNE com o Ministério da Educação, Ciência e Inovação no dia 21 de maio de 2024, para a recuperação integral do tempo de serviço e para determinação de condições excecionais de desenvolvimento de carreira.

Os resultados desta Consulta mostram que a dedicação dos professores continua a ser um dos maiores ativos da escola pública. Mas nenhuma escola pode assentar indefinidamente apenas na dedicação dos seus profissionais. 

CONSULTE AQUI OS RESULTADOS COMPLETOS DESTA CONSULTA 


]]>
Fri, 24 Jul 2026 00:00:00 +0100
<![CDATA[FNE prevê início do novo ano letivo com problemas do passado]]> https://mail.sindicatoprofessores.pt/pt/noticias/detail/id/4872 https://mail.sindicatoprofessores.pt/pt/noticias/detail/id/4872
A FNE realizou na manhã de 24 de julho, no Auditório do SPZN, no Porto, uma Conferência de Imprensa para balanço do ano letivo que agora termina e divulgação pública dos resultados da Consulta Nacional realizada em junho junto dos docentes sobre as condições de trabalho do ano 2025-2026.

Pedro Barreiros, acompanhado dos Vice-Secretários-Gerais, Manuel Teodósio e António Jorge Pinto, começou por assumir que "este é um momento particularmente importante do ponto de vista político e sindical. O governo anunciou um conjunto de reformas estruturantes com a Educação e abriu diversos processo negociais que a FNE tem acompanhado com firmeza e responsabilidade. Contudo, continua a existir um conjunto de problemas estruturais que permanecem sem resposta e que ameaçam marcar o início do próximo ano letivo desde a falta de professores, a indisciplina, a burocracia, a valorização das carreiras e a organização das nossas escolas".

O SG da FNE passou depois a apresentar e comentar alguns dos principais resultados da Consulta Nacional da FNE a docentes, realizada entre 12 e 26 de junho, que contou com 3.174 respostas e que mais uma vez mostrou que os docentes consideram existir mais indisciplina, que se mantém a burocracia e existem menos meios, sendo que a esmagadora maioria dos professores não recomenda a profissão docente aos mais novos.

O inquérito permitiu concluir ainda que os professores continuam profundamente comprometidos com a sua profissão, mas esse compromisso está a ser colocado à prova por condições de trabalho que permanecem desadequadas. Os docentes continuam a gostar de ensinar, mas sentem que o sistema continua a exigir demasiado sem lhes proporcionar o reconhecimento, os recursos e as condições de trabalho que a profissão merece resumindo desta forma os principais pontos concluídos na Consulta: 
 
1. A vocação mantém-se, apesar do desgaste
2. A profissão continua desvalorizada
3. A burocracia continua a ser um dos maiores problemas das escolas
4. A indisciplina agrava-se
5. O bem-estar dos professores continua em risco
6. A profissão continua pouco atrativa para os mais jovens
7. As dificuldades económicas continuam presentes
8. Os professores acompanham a inovação tecnológica
9. As prioridades dos docentes são claras

Pedro Barreiros defendeu que "os resultados desta Consulta mostram que a dedicação dos professores continua a ser um dos maiores ativos da escola pública. Mas nenhuma escola pode assentar indefinidamente apenas na dedicação dos seus profissionais. Valorizar os professores é uma condição para garantir o futuro da Educação".

Depois avançou-se para o balanço da negociação do Estatuto da Carreira Docente (ECD) que chega a julho de 2026 no Tema 2, com a FNE a fazer referência à resolução "O Estatuto da Carreira Docente não pode ser o Estatuto de ontem" na qual alerta para a urgência de garantir que a revisão das condições de trabalho docente deve assentar nos seguintes princípios:

1. Valorização da profissão docente
2. Defesa da carreira única
3. Reconhecimento das especificidades profissionais
4. Combate ao desgaste profissional

Os Trabalhadores de Apoio Educativo foram outros dos temas em destaque nesta CI, com a FNE a lembrar que existem vários problemas adiados que exigem respostas e negociações urgentes, assim como encontrar soluções para os concursos dos TEOF para os quais há falta de rigor, clareza e informação, com Pedro Barreiros a reafirmar que "sem trabalhadores de apoio educativo valorizados não há escola de qualidade. A FNE exige respostas e reafirma a sua disponibilidade para negociar".

A questão polémica dos exames nacionais esteve também na mesa, com Pedro Barreiros a remeter para a resolução aprovada pelo SN da FNE, no Luso, na passada semana "O empenho dos professores não pode esconder as falhas do processo" e reforçando precisamente que "foi o empenho dos Professores permitiu responder às dificuldades. Mas esse empenho não pode servir para esconder as falhas, dispensar a avaliação do que aconteceu ou evitar as mudanças que se impõem". O SG da FNE reafirmou que "é urgente apurar responsabilidades e ultrapassar as dificuldades".

Foi também feito um balanço da negociação relativa ao processo de revisão do Regime Jurídico do Ensino Português no Estrangeiro (RJEPE) com Pedro Barreiros a registar como "positiva a alteração da norma relativa às comissões de serviço, que salvaguarda os atuais docentes e permite futuras recandidaturas ao mesmo posto", mas reiterando a necessidade de uma efetiva valorização salarial, não aceitando que a proposta apresentada continue sem incluir as novas tabelas remuneratórias. A FNE acrescentou ainda que "manifesta preocupação com os problemas de acesso à Caixa Médica e rejeita o aumento da componente letiva para 22 a 25 horas semanais e discorda da introdução da avaliação dos docentes pelos alunos".

A fechar foram apresentadas algumas das prioridades reivindicativas para 2026-2027 tais como a realização de um "Barómetro da Abertura do Ano Escolar" que consiste num inquérito nacional nas primeiras semanas do ano letivo com questões como: falta de professores; falta de trabalhadores de apoio; burocracia; condições das escolas; violência e indisciplina; recursos digitais.

A criação do Laboratório de Inteligência Artificial com o apoio da AFIET, que quer assumir a liderança nesta área, incluindo: formação; guias práticos; recomendações éticas; biblioteca de ferramentas; certificação. "É uma forma de mostrar que os sindicatos da FNE não resistem à inovação, antes ajudam os profissionais a tirar partido dela".

Outra iniciativa anunciada foi o Roteiro Nacional "A FNE nas Escolas" que durante as primeiras semanas do ano letivo vai incluir visitas de dirigentes nacionais e regionais a dezenas de escolas; reuniões informais com professores e trabalhadores de apoio educativo; recolha de problemas através de um formulário digital; colocação de uma faixa ou pendão nas escolas com a mensagem: "O PAÍS QUE QUEREMOS COMEÇA NA ESCOLA - Valorizar quem educa. Construir o futuro de Portugal".

A Campanha Nacional FNE "DEFENDER QUEM EDUCA. DEFENDER A ESCOLA PÚBLICA" é outra ação a desenvolver e que incluirá um Relatório “O Estado da Disciplina nas Escolas”; uma Semana Nacional do Respeito na escola e Manifesto Nacional e Petição para entrega na AR.

2027 será também um ano marcado pelo XIV Congresso da FNE, que vai acontecer em Aveiro entre 22 e 23 de maio com o lema "O país que queremos começa na Escola".

Galeria de imagens

Conferência de Imprensa
]]>
Fri, 24 Jul 2026 00:00:00 +0100
<![CDATA[Publicado CCT - União das Misericórdias Portuguesas / FNE e OUTROS]]> https://mail.sindicatoprofessores.pt/pt/noticias/detail/id/4870 https://mail.sindicatoprofessores.pt/pt/noticias/detail/id/4870
Foi publicado o Boletim do Trabalho e Emprego, nº27, com o Contrato coletivo entre a União das Misericórdias Portuguesas - UMP e a FNE - Federação Nacional da Educação e outros - Alteração salarial e outras e texto consolidado.

O presente acordo altera o CCT publicado no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 14, de 15 de abril de 2023, com as alterações publicadas no Boletim do Trabalho e emprego n.º 41, de 8 de novembro de 2024, e no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 40, de 29 de outubro de 2025.

Recorde-se que neste acordo foram alcançados os seguintes pontos que contam com retroativos em matérias pecuniárias a 1 janeiro de 2026:

- Aumento de 50 euros para a Tabela A e B assim como para a Tabela dos Educadores e Professores do Ensino Básico e Secundário;

 - Um aumento extraordinário a partir do nível 5 até ao nível 1 de 30 euros para 2026 e de 25 euros para 2027;

 - Subsídio de alimentação no valor de 5,5 euros;

 - Subsídio de domingo, que será pago a partir do terceiro domingo inclusive a 100%;

 - Gozo do dia de aniversário sem perda de retribuição ou antiguidade.

Ficou também definido um compromisso para que em 2027 se consiga terminar o constrangimento à progressão em carreira dos educadores em creche.


Consulte aqui o BTE nº27, de 22 julho de 2026.
]]>
Thu, 23 Jul 2026 00:00:00 +0100
<![CDATA[Digitalização dos exames permite transparência mas é necessário aperfeiçoar o processo, defende sindicato]]> https://mail.sindicatoprofessores.pt/pt/noticias/detail/id/4864 https://mail.sindicatoprofessores.pt/pt/noticias/detail/id/4864 Sindicato dos Professores da Zona Norte defende a manutenção do modelo de classificação digital dos exames nacionais por considerar que a evolução tecnológica um instrumento importante para melhorar os processos.


O Sindicato dos Professores da Zona Norte (SPZN) defendeu esta terça-feira a manutenção do modelo de classificação digital dos exames nacionais, por considerar que permite transparência, mas ressalvou ser necessário aperfeiçoar o processo corrigindo as falhas ocorridas este ano letivo.

"As falhas ocorridas não decorrem, por si só, da opção pelo formato digital, mas antes de aspetos relacionados com a sua implementação, organização e operacionalização. Esses problemas devem ser rigorosamente analisados, sendo indispensável apurar a sua origem, identificar as responsabilidades e retirar as devidas consequências", defendeu esta terça-feira o sindicato.

Em comunicado esta terça-feira enviado, o SPZN defendeu a manutenção do modelo de classificação digital dos exames nacionais por considerar que a evolução tecnológica, se for "devidamente planeada", é um instrumento importante para melhorar os processos.

"O SPZN considera que a transparência introduzida pelo processo digital constitui uma mais-valia para o sistema educativo. A transparência não aumenta o número de falhas: aumenta a capacidade de as identificar", pode ler-se.

Os sindicalistas consideraram que a digitalização deu visibilidade a situações que provavelmente já ocorriam, "mas raramente eram evidenciadas" e que esta é uma oportunidade "para corrigir procedimentos, reforçar mecanismos de controlo e aumentar a confiança de todos os intervenientes".

"O objetivo não deve ser recuar na modernização do sistema, mas sim aperfeiçoá-lo", acrescentou o SPZN.

O sindicato defendeu também que seja criado um "Regime de Remuneração da Função de Professor Classificador das Provas e Exames Nacionais", por considerar que o reconhecimento deste trabalho "não pode limitar-se ao plano simbólico" e deve ter uma remuneração "adequada à exigência, responsabilidade e volume de trabalho".

"Por último, o SPZN reafirma a preocupação que oportunamente transmitiu publicamente ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação relativamente à necessidade de ser preparado um plano de contingência para responder a um eventual aumento significativo do número de pedidos de reapreciação das provas e exames nacionais", acrescentam no mesmo comunicado.

Pela primeira vez este ano, os cerca de 300 mil exames nacionais do ensino secundário foram avaliados em formato digital, mas o processo registou várias falhas.

As pautas dos exames nacionais começaram a ser afixadas apenas na sexta-feira à noite, mas inicialmente sem todas as classificações, devido a falhas identificadas pelo Júri Nacional de Exames.

As classificações em falta chegaram às escolas durante o fim de semana, mas, na segunda-feira, milhares de alunos ainda viram corrigidas as notas inicialmente atribuídas a Física e Química e a Geografia, por erros na avaliação de itens da prova.

Apesar dos problemas reconhecidos pelo ministro Fernando Alexandre, o Governo manteve os calendários do concurso nacional de acesso ao ensino superior, que termina a 06 de agosto, bem como os da segunda fase dos exames.

Fonte: Correio da manhã

]]>
Wed, 22 Jul 2026 00:00:00 +0100
<![CDATA[Sindicato destaca transparência da classificação digital dos exames como "mais-valia" para o sistema educativo]]> https://mail.sindicatoprofessores.pt/pt/noticias/detail/id/4865 https://mail.sindicatoprofessores.pt/pt/noticias/detail/id/4865

"O objetivo não deve ser recuar na modernização do sistema, mas sim aperfeiçoá-lo", acrescentou o Sindicato dos Professores da Zona Norte

O Sindicato dos Professores da Zona Norte (SPZN) defendeu a manutenção do modelo de classificação digital dos exames nacionais, por considerar que permite transparência, mas ressalvou ser necessário aperfeiçoar o processo corrigindo as falhas ocorridas este ano letivo.

“As falhas ocorridas não decorrem, por si só, da opção pelo formato digital, mas antes de aspetos relacionados com a sua implementação, organização e operacionalização. Esses problemas devem ser rigorosamente analisados, sendo indispensável apurar a sua origem, identificar as responsabilidades e retirar as devidas consequências”, defendeu o sindicato, esta terça-feira.

Em comunicado, o SPZN defendeu a manutenção do modelo de classificação digital dos exames nacionais por considerar que a evolução tecnológica, se for “devidamente planeada”, é um instrumento importante para melhorar os processos.

“O SPZN considera que a transparência introduzida pelo processo digital constitui uma mais-valia para o sistema educativo. A transparência não aumenta o número de falhas: aumenta a capacidade de as identificar”, pode ler-se.

Os sindicalistas consideraram que a digitalização deu visibilidade a situações que provavelmente já ocorriam, “mas raramente eram evidenciadas” e que esta é uma oportunidade “para corrigir procedimentos, reforçar mecanismos de controlo e aumentar a confiança de todos os intervenientes”.

“O objetivo não deve ser recuar na modernização do sistema, mas sim aperfeiçoá-lo”, acrescentou o SPZN.

O sindicato defendeu também que seja criado um “Regime de Remuneração da Função de Professor Classificador das Provas e Exames Nacionais”, por considerar que o reconhecimento deste trabalho “não pode limitar-se ao plano simbólico” e deve ter uma remuneração “adequada à exigência, responsabilidade e volume de trabalho”.

“Por último, o SPZN reafirma a preocupação que oportunamente transmitiu publicamente ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação relativamente à necessidade de ser preparado um plano de contingência para responder a um eventual aumento significativo do número de pedidos de reapreciação das provas e exames nacionais”, acrescentam no mesmo comunicado.

Pela primeira vez este ano, os cerca de 300 mil exames nacionais do ensino secundário foram avaliados em formato digital, mas o processo registou várias falhas.

As pautas dos exames nacionais começaram a ser afixadas apenas na sexta-feira à noite, mas inicialmente sem todas as classificações, devido a falhas identificadas pelo Júri Nacional de Exames.

As classificações em falta chegaram às escolas durante o fim de semana, mas, na segunda-feira, milhares de alunos ainda viram corrigidas as notas inicialmente atribuídas a Física e Química e a Geografia, por erros na avaliação de itens da prova.

Apesar dos problemas reconhecidos pelo ministro Fernando Alexandre, o Governo manteve os calendários do concurso nacional de acesso ao ensino superior, que termina a 6 de agosto, bem como os da segunda fase dos exames.

]]>
Wed, 22 Jul 2026 00:00:00 +0100