SPZN
Rua de Costa Cabral, 1035 4249-005 1 Porto Porto, Portugal
225070000 secretariado@spzn.pt Não Aplicável SPZN Não Aplicável 30-04-1975
Porto
https://mail.sindicatoprofessores.pt/uploads/seo/big_spzn_logo_black.png
50 20
222092041

Motivos da adesão à Greve Geral de 11 de dezembro de 2025


21 novembro 2025

Notícias FNE

Motivos da adesão à Greve Geral de 11 de dezembro de 2025

A FNE manifesta, antes de mais, perplexidade perante os motivos que levam o Governo a avançar, precisamente neste momento, com uma alteração tão profunda ao Código do Trabalho.
 
A vontade reformista não pode justificar-se por si própria, nem servir apenas para deixar uma marca política na agenda de um qualquer ministro. Uma reforma só se legitima quando é justificada, quando envolve verdadeiramente os parceiros sociais, quando é debatida com transparência e quando resulta de um processo negocial sério que permita, no final, afirmar que se obteve um diploma melhor, capaz de responder às necessidades do país, das empresas e dos trabalhadores. Infelizmente, nada disso aconteceu ao longo deste processo. E, assim, venha qual vier a ser o resultado final, dificilmente contribuirá para alcançar bons resultados ou para responder a objetivos que o Governo nunca explicou de forma clara.

É neste contexto que a FNE adere à Greve Geral, porque as alterações propostas representam um retrocesso profundo nos direitos laborais e sociais.

 

As principais razões são:

1.      Retrocesso nos direitos de parentalidade, incluindo a revogação da falta por luto gestacional, a redução de direitos do pai, o aumento da burocracia e a limitação do exercício conjunto de direitos parentais.

2.      Aumento da precariedade, com o alargamento da duração dos contratos a termo e a termo incerto, facilitação de renovações e redução das garantias dos trabalhadores.

3.      Menor conciliação entre vida profissional e familiar, ao impor horários flexíveis definidos pelo empregador, reduzindo a autonomia dos trabalhadores com responsabilidades familiares.

4.      Enfraquecimento das organizações sindicais, retirando direitos de ação sindical, limitando a contratação coletiva e aumentando o poder unilateral das entidades patronais.

5.      Restrição do direito à greve, através do alargamento excessivo dos serviços mínimos e da eliminação de mecanismos que protegiam os trabalhadores de abusos.

6.      Conjunto de outras perdas de direitos, como faltas não remuneradas, alterações desfavoráveis no banco de horas, na transmissão de estabelecimento e no regime de despedimento.

Perante este cenário de regressão laboral e social, e perante um processo legislativo que não respeitou o diálogo nem a negociação, a FNE considera a Greve Geral uma resposta necessária e responsável para defender os trabalhadores, as famílias e a qualidade da educação.


Notícias Relacionadas

RJEPE - FNE obtém garantias negociais sobre comissões de serviço

RJEPE - FNE obtém garantias negociais sobre comissões de serviço

A FNE esteve esta tarde no Ministério dos Negócios Estra...

16 junho 2026

FNE divulga resultados da Consulta Nacional aos Docentes do Ensino Português no Estrangeiro

FNE divulga resultados da Consulta Nacional aos Docentes do Ensino Português no Estrangeiro

A Federação Nacional da Educação (FNE) divulga os resu...

15 junho 2026

Voltar